•       Página inicial       Outras Edições
  • Extrema Imprensa na torcida para Paulo Guedes deixar o Governo

        Visita ao Senado

        O Ministro da Economia Paulo Guedes disse em audiência na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado que não tem apego ao cargo, mas não terá a “inconsequência ou a irresponsabilidade de sair “na primeira derrota”. O ministro deu essa resposta ao ser questionado se sairia do governo caso a reforma da previdência não fosse aprovada que permitirá uma economia de R$ 1 trilhão em dez anos, como defende a proposta do governo enviada ao Legislativo.
        Para o ministro, “se o presidente apoiar as coisas que eu acho que podem resolver para o Brasil, eu estarei aqui. Agora, se ou o presidente ou a Câmara ou ninguém quer aquilo, eu vou obstaculizar o trabalho dos senhores? De forma alguma. Eu voltarei para onde sempre estive. Eu tenho uma vida fora daqui”.

        Paulo Guedes complementou afirmando “Aí eu venho para ajudar, acho que tenho algumas ideias interessantes. Aí, o presidente não quer, o Congresso não quer. Vocês acham que eu vou brigar para ficar aqui? Eu estou aqui para servi-los. Se ninguém quiser o serviço, vai ser um prazer ter tentado. Mas não tenho apego ao cargo, desejo de ficar a qualquer custo, como também não tenho a inconsequência e irresponsabilidade de sair na primeira derrota. Não existe isso.

        Essas respostas foram suficientes para que a extrema imprensa espalhase a notícia que o Ministro ameaça deixar o cargo.

        Que o governo tem enfrentado dificuldades para viabilizar a reforma da previdência e o pacote anticrime de Moro, isso é fato. Rodrigo Maia tem dado seus “pitis” e já criticou o presidente e o próprio Moro. Agora, a grande questão é que muitos parlamentares ficaram “chateadinhos” por Bolsonaro ter atacado a velha política, dizendo que a tão falada falta de articulação do governo é na verdade uma desculpa usada por alguns parlamentares que estão insatisfeitos com o fim do toma lá dá cá no congresso, o que é verdade.
        Contudo, para a “extrema imprensa” que escolheu um lado nas eleições e foi derrotada, a intenção é criar uma nova crise no governo a cada dia e maximizar os conflitos que surgem entre os poderes, que é absolutamente normal dentro de um sistema democrático. Vejo alguns jornalistas com um tom saudosista ao lembrar do velho patrimonialismo brasileiro, que perdurou por tanto tempo e chegou ao ápice no lulopetismo.

        Diante do atual cenário, as redes sociais têm se mostrado um dos bastiões da democracia Brasileira, pois é através deste canal que o povo tem se manifestado e, é também por ela que conseguem enxergar uma realidade não mostrada pela grande mídia, para qual a frase do velho Chesterton cai como uma luva: “Bem-aventurados os que não viram e creram: uma passagem que alguns consideraram como uma profecia do jornalismo moderno. ”

    Nota de rodapé:
         Atualização da matéria, 28 de Mar às 9h23.

        A Central de Imprensa Sátira se dá o direito de adequar seus textos quando bem convier, porém, em respeito aos leitores, sempre manterá o artigo original sem alterações para eventuais pesquisas. (Alex Diferolli)

    "Daqui em diante nem tudo é realidade"

    • Tecnologia