Paulinho, o Porta-voz da "força" que atrasa o Brasil

23 de Abr de 2019 16h53

"Precisamos fazer uma reforma que não garanta a reeleição de Bolsonaro” (Paulinho da Força)

O "Centrão" articula

Por Tiago Nascimento

        Para solucionar a crescente crise do rombo previdenciário, que apresentou em 2018 um déficit de R$ 288 bilhões, com previsão de R$ 309 bilhões para o ano 2019, o governo Bolsonaro através de seu ministro Paulo Guedes, apresentou ao congresso Nacional a proposta de reforma da previdência, que estima uma economia de algo próximo a R$ 1,2 trilhões aos cofres públicos em 10 anos.

        Mas nos corredores da Câmara Federal, ouvia-se de deputados, membros do bloco "Centrão", que haverá um movimento dessa maioria para aprovar uma reforma "enxuta", que seria retirar pontos da reforma com o intuito de diminuir seu efeito econômico, reduzindo assim as ações do governo em prol do país, através do dinheiro que deixaria de ser gasto com previdência.

        No dia do trabalho (01 de maio) aquilo que era conversa de bastidores tornou-se público e escancarado por declarações do deputado Paulinho da Força (SD-SP), durante evento das centrais sindicais, "precisamos fazer uma reforma que não garanta a reeleição de Bolsonaro”, disse o sindicalista.

        O deputado esclareceu o que planeja o Centrão, "Com esse discurso, tenho certeza que a gente traz todo mundo do Centrão, porque ninguém quer a reeleição do Bolsonaro".

        Distante de desconhecer os números, Paulinho da Força demonstrou estar ciente dos valores, e ter consciência de que o Brasil teria pela aprovação da reforma um crescimento garantido.

        “Para nós, R$ 800 bilhões garantem, de cara, e reeleição dele. Se dermos 800 (bilhões de reais) como disse ele, significa que nos últimos 3 anos dele (Bolsonaro, na Presidência), há (R$) 240 bilhões ao ano para gastar. Eu acho que temos de ter (economia) em torno de (R$) 500 bi. (R$) 600 (bilhões) seria o limite para essa reforma”.

        Durante entrevista à Central Globo News, o Presidente da Câmara Rodrigo Maia, afirmou 'Ninguém explicou o que é a nova política ainda', de fato os ditos "deputados do Centrão", não estão interessados em conhecer a "Nova política", não há por suas ações nada de diferente, somente o mesmo jogo de interesse, que visa manter o velho jogo político-partidário, forçando as instituições a atuarem conjuntamente em benefício próprio, e nunca pelo povo.

        Os indicativos sobre a aprovação da Nova Previdencia, sem que ela seja desinflada, apontam que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil pode crescer de 2,9% a 3% nos primeiros 12 meses, impulsionado pela queda do risco-país, que atrairia investimentos de capital externo ao Brasil.

        Enquanto os parlamentares pensam em como evitar a reeleição do Presidente Jair Bolsonaro, pelo bem que a reforma fará ao País sob a administração de Bolsonaro, o povo brasileiro continua refém do egoísmo daqueles que o deveriam representar, pois sem emprego não há renda, e sem renda não há dignidade.

        Seria isso tudo uma tática para forçar Jair Bolsonaro desistir de um provável segundo mandato e a Reforma seja aprovada? Aposto mesmo em um jogo sujo, onde para alguns políticos, a população não importa, o que importa é o poder!

Nota de rodapé:
        

         (Atualização da matéria 23 de Abr de 2019 às 20h47)

        A Central de Imprensa Sátira se dá o direito de adequar seus textos quando bem convier, porém, em respeito aos leitores, sempre manterá o artigo original sem alterações para eventuais pesquisas.

Coluna

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