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  • Damares Alves e a polêmica envolvendo Lulu

    Coluna PONTO DE VISTA

    Informações básicas - Damares Regina Alves - Paranaguá/11/03/1964

        Advogada, divorciada, pastora evangélica e educadora, coordenadora do projeto educacional do programa Proteger, atual Ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos do governo Bolsonaro.
        Como experiencia em gestão pública, conta a seu favor um belo currículo, que começou na secretaria municipal de turismo de São Carlos, atuando na Comtur, sendo que em 1999, mudou-se para Brasília, recebendo convite para trabalhar com seu tio, o Deputado Josué Bengston PTB/PA, atuando em funções administrativas, inclusive como chefe de gabinete. No total, foi assessora jurídica no Congresso, por aproximadamente 20 anos.

    Polêmica

        Logo que foi indicada para o Ministério, Damares viu seu nome estampado nas redes sociais, por conta de um vídeo onde, pregando em uma Igreja Evangélica, relatou um fato ocorrido em sua infância: durante muito tempo, a menina Damares sofreu abuso sexual (não informamos o nome do abusador), sendo que isso a levou a um estado de extrema depressão, até que pensou em tirar sua própria vida...resolveu ingerir veneno, e decidiu que o faria em cima de uma árvore (uma goiabeira), mas segundo relata, uma visão de Jesus Cristo, a impediu e a salvou do suicídio.     Esse relato foi alvo de muitas e maldosas brincadeiras nas redes sociais, viralizando o vídeo e debochando da situação de forma grotesca, levando até mesmo o Presidente Bolsonaro a criticar essa atitude desrespeitosa com o caso, que se tratava de algo violento e brutal com uma criança, mas a mulher Damares, mesmo agradecendo o apoio do Presidente, disse que não se importava com aquele deboche, mostrando personalidade e determinação de uma grande pessoa.
        Em seguida, comemorando a sua posse como Ministra, comentou que ‘havia iniciado uma Nova Era, onde meninos vestem azul e meninas veste, rosa’, causando assim, nova safra de críticas e insultos, inclusive com a participação de artistas e lojistas, que criaram propagandas onde as cores azul seriam usadas por mulheres, e rosa por homens, protesto intitulado ‘Cor não tem gênero’, e mesmo esclarecendo que aquela frase foi apenas uma metáfora, novamente as redes sociais não a perdoaram. Houve até um incidente dentro de uma loja em um shopping de Brasília, onde ela foi maltratada por um funcionário, inclusive sendo filmada durante os insultos. O rapaz alegou que ela o destratou, fato que depois foi desmentido, através de imagens da câmera de segurança da loja, e o funcionário foi demitido da mesma, mesmo assim, movendo um processo judicial contra Damares.
        Esses dois episódios foram o estopim para uma descarga de maldosas provocações com a imagem da Ministra, disparadas mais precisamente por pessoas ligas à esquerda brasileira.
        Há alguns dias, mais duas notícias sobre Damares tomaram novamente as manchetes: a revelação de uma adoção não consumada de uma menina indígena, e a falta de comprovação de mestrados nas áreas de educação, direito constitucional e direito da família, sendo que essas formações são auto concebidas e auto reconhecidas, através da passagem bíblica que ela utiliza como justificativa: “ E ele designou alguns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres”. Suas designações de mestre são bíblicas, não validadas por instituições de ensino reconhecidas pelo MEC.
        O jornal A Folha de São Paulo, escancarou a questão, dizendo que Damares não possui currículo no Lattes, que é uma ferramenta muito utilizada por pesquisadores e mestres, mesmo que não seja obrigatório utilizá-la. Na reportagem, consta que por meio da assessoria de imprensa do Ministério, ela confirmou não possuir títulos acadêmicos, e que diferentemente do mestre secular, que faz Mestrado em uma universidade, nas igrejas cristãs, aquele que se dedica ao ensino bíblico, é chamado Mestre, mas o jornal afirma que a Ministra não explicou por que afirmou ser mestre em educação e direito durante uma palestra realizada em Mato Grosso do Sul, no ano de 2013.

    A índia Lulu Kamayurá

        A maior de todas as polêmicas levantadas até o momento sobre a Ministra, diz respeito a um fato ocorrido há mais de quatorze anos: Damares, juntamente com sua amiga e braço direito, Márcia Suzuki, criou uma ONG que cuida de assuntos relacionados a questões indígenas. Durante uma festividade conhecida como Quarup, Márcia esteve numa aldeia Kamayurá, onde encontrou muitos indígenas necessitando de cuidados médicos e odontológicos, dentre eles, uma menina de seis anos, de nome Kajutiti Lulu Kamayurá, Lulu, como é conhecida. A menina apresentava sinais claros de desnutrição e desidratação, além de precisar de tratamento odontológico urgente. Márcia conversou com os responsáveis por esses indígenas, e com anuência dos mesmos, os levou para Brasília para realizar esses procedimentos, sendo que a menina Lulu, saiu acompanhada também de tios, primos e irmãos.
        Porém, a menina não retornou mais a tribo, e foi criada por Damares, que confirmou não ter legalizado a adoção. Hoje Lulu está com vinte anos de idade, e a especulação sobre essa situação, aumentou nos últimos dias, por conta de uma reportagem que está sendo lançada pela Revista Época, neste dia 01/02/2019, onde os responsáveis pela matéria, acusam a Ministra de sequestro, alegando que a mesma se prontificou a conceder entrevista para elucidar os fatos, no momento em que os repórteres estavam na aldeia Kamayurá conversando na aldeia levantando essas informações, e depois, negou-se a realizá-la, apenas afirmando que a menina não foi retirada à força dos braços de seus parentes, como a chamada da matéria afirma. Damares pede menos exposição da jovem Lulu, e a assessoria de imprensa emitiu nota informando as questões relacionadas a essa relação socio afetiva.
        A reportagem da Revista Época, traz declarações de uma senhora de mais de oitenta anos, mencionada como avó que criava a menina e seus irmãos, que acusa Damares e Márcia de nunca mais levarem Lulu para a aldeia, e outros membros da tribo também falam em sequestro.
    Porém, também existe uma outra matéria da republicadecuritiba.net, onde índias salvas por Damares e a ONG Atini, gravaram um vídeo relatando a questão que Damares sempre alegou sobre o caso, relacionado ao infanticídio, habitual na tribo, que costuma enterrar crianças vivas, se essas tiverem problemas de saúde. Representadas pela indígena Ysani Kalapaio, elas relatam a invasão da reportagem à sua tribo, sem nem ao menos ter uma autorização da Funai, constrangendo seu povo e mexendo em sua intimidade, além de criar um conflito entre algumas famílias da tribo: “Eles colocaram a integridade do nosso povo em risco. A custo tudo isso?”

        Ponto de vista: seria a Ministra um ponto fora da curva nesse início de governo do Presidente Bolsonaro, ou seria ela, tudo aquilo que mais assusta a esquerda nesse país, que procura dirimir os laços famliares, culturais, sociais e religiosos dos brasileiros?
        Observando as situações e o agravamento dos fatos, com proporções que beiram ao exagero, posso dizer que estou emocionada com essa matéria, por que me fez conhecer um pouco mais essa Sra. Ministra Damares Alves, mulher que nasceu no mesmo ano em que eu nasci, e que provavelmente vai ter uma batalha atrás da outra diante de tantas polêmicas que virão, para se consolidar com firmeza em seu status de Ministra. Vale lembrar que a Ministra sempre volta ao cenário, por conta de suas palavras e muitos apoiadores do governo até se sentem perturbados com suas declarações.

        Muito foi comentado essa semana sobre a Comissão de Anistia, que agora encontra-se na Pasta de Direitos Humanos, por conta de duas solicitações: um pedido de indenização da ex presidente Dilma Roussef, e logo depois, uma pedido de reajuste de ganhos feito por advogados do ex presidente Lula, casos que estão em análise pela Ministra, e que também podem estar ligados a toda essa polêmica, mas essa observação é feita por seus seguidores.     A mim, como pesquisadora dessas informações, cabe apresentá-las ao conhecimento público, para fazer com que cada um de nossos leitores tirem suas próprias conclusões, mas também, pedir que servem nas redes sociais, que os ataques à Ministra acontecem em blocos, em massa, por figuras que vão desde o Youtuber Felipe Neto, a artistas, políticos e chega até ao jornalismo, com nomes relacionados a empresas ligadas a Rede Globo, ao jornal A Folha de São Paulo, entre outros.

    Eu sou Sandra Lima e assino essa matéria.

    "Daqui em diante nem tudo é realidade"

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