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  • 1964 - A comemoração que criou uma guerra nas redes sociais

        Na verdade, a data deixou de ser comemorada ou rememorada dentre os militares, a partir somente do governo Dilma Rousseff.
        Existem diversas leituras sobre os acontecimentos que culminaram tal deposição, sendo levado em conta que já se passaram 55 anos, e muitas situações sejam apenas relatadas nos livros de história ou por jornalistas que ainda se encontram em atividade atualmente na imprensa.

        Muitos destes jornalistas e figuras públicas que viveram esses momentos durante o regime militar no país, se por um lado também fazem críticas ao atual governo, por outro se queixam justamente por terem sido vítimas de algum tipo de repressão naqueles tempos, e isto também os remete a esta soma de implicâncias com que atuam em suas críticas ao atual presidente, mas todos estavam intrinsecamente ligados a células comunistas da época.
        A deposição de João Goulart aconteceu de uma maneira que para muitos leva ao entendimento de um golpe, mas para outros corresponde ao anseio de uma grande parte da população, da imprensa, de um congresso que não criou nenhum tipo de resistência para impedir que o regime militar naquele momento passasse a ser consolidado dentro das estruturas de um novo governo, onde nem sequer houve confronto armado que seria esperado pelos autores da tomada do poder.

        O fato é que ocorreram muitos excessos, e em certas ocasiões esses excessos por parte dos militares foram exagerados, onde o emprego da força através da tortura foi uma prática da qual podemos nos envergonhar e configuram crimes.
        O que não podemos esquecer é que essas repressões ocorreram para inibir o avanço de militantes comunistas, muitos inclusive treinados em outros países, que também usaram de práticas criminosas e atos terroristas, para impor a queda do governo militar e a ascensão de uma ditadura do proletariado.

        Crimes associados aos militares: torturas, estupros e homicídios que foram praticados tanto em adultos como em crianças (talvez o pior de todos os crimes dos quais são acusados), censura, o fechamento do Congresso em alguns momentos, falta de transparência em atos que não permitiu ao povo ter conhecimento da real situação econômica do país, bem como a prática de omitir a notícia para a imprensa.
        Crimes associados aos militantes comunistas: sequestros de embaixadores, explosões em aeroportos, explosões em quartéis do Exército, greves, roubos a bancos, sendo que em todos os casos relatados também tivemos muitos inocentes mortos.

        (atentado a bomba no aeroporto do Recife)

        Muitos militares da época relatam esses momentos como muito grave e de muita instabilidade na segurança pública. As pessoas comuns, trabalhadores e estudantes, não se sentiam seguros nas ruas e viviam aos sobressaltos com a possibilidade de novos ataques terroristas, o que fazia com que o governo tivesse uma maneira mais dura de reprimir esses atos.
        É como se o presidente Jair Messias Bolsonaro, no momento em que relatou seu interesse em fazer um homenagem ao dia 31 de março de 1964, estivesse trazendo à tona todas essas lembranças, e num momento em que o brasileiro passou a atuar mais ativamente na política através das redes sociais, criou-se um confronto entre seus apoiadores e militantes de esquerda, confronto esse que se manifestou tanto pela internet como também em atos físicos e agressões.

        Dos casos relatados, um assessor da deputada federal eleita pelo partido do presidente, Carlos Zambelli, sofreu agressões físicas de vários militantes na avenida paulista em São Paulo, Inclusive sendo desferido golpes de soco inglês, fazendo com que o jovem assessor precisasse de socorro médico, sendo inclusive internado em uma UTI, para que fossem feitos exames e sutura do corte provocado em sua cabeça, e assim se constatar de que não haviam ficado sequelas por conta dos golpes. Também um outro fato foi filmado, onde o Coronel Sandro, sua família e assessora Karol Eller, todos apoiadores do Presidente, precisaram se abrigar em um condomínio porque existia um forte indício de que seriam linchados na rua por um grupo de manifestantes de esquerda, sendo que esses ainda tentaram quebrar os vidros do prédio onde eles se refugiavam.

        Opinião

        A pergunta que não quer calar: até quando o brasileiro vai precisar lutar para impedir o progresso de um golpe de partidos de esquerda, que por todos os motivos citados na matéria acusam os militares de um golpe e uma ditadura, mas omitem que o real interesse que os levam a essa discussão é justamente o fato de, por todas as maneiras, esses militantes continuarem insistindo em tomar o poder à força num país que não tem interesse em ser transformado em uma ditadura socialista?

    Nota de rodapé:
        A Central de Imprensa Sátira se dá o direito de adequar seus textos quando bem convier, porém, em respeito aos leitores, sempre manterá o artigo original sem alterações para eventuais pesquisas. (Alex Diferolli)
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