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  • Gilmar Mendes e seus favores (Parte 3)

        Gilmar Mendes - O núcleo do PT - OPERACÃO RIZOMA

        Marcelo Sereno, suspeito de participar de um esquema de lavagem de dinheiro e pagamento de propina para gestores dos fundos de pensão dos Correios (Postalis) e do Serpros, empresa pública de tecnologia da informação (Serpro). Segundo as investigações, Sereno usou de sua influência política junto a fundos de pensão para direcionar investimentos. Sereno e o investidor Arthur Machado, roubavam dinheiro dos fundos de pensão, através de “investimentos” em antros de picaretagem. Assim, o dinheiro não voltava ao fundo dos trabalhadores e era dividido entre os membros das quadrilhas.
        Até a chegada do PT ao Palácio do Planalto, os fundos de pensão das estatais eram gerenciados por bancos privados, que assumiam o compromisso de rentabilizar ao máximo o dinheiro dos servidores federais que no futuro serviria para garantir uma aposentadoria mais folgada. Por decisão de Lula, o mandrião da Lava-Jato, os bancos foram destituídos das suas funções, abrindo caminho para a nomeação de “companheiros” que passaram a tomar conta de verdadeiras fortunas.

        Em Abril de 2018, a Policia Federal prendeu Marcelo Sereno onde também foram alvos o lobista Milton Lyra, ligado ao MDB, o sindicalista Carlos Alberto Valadares, e o ex-chefe de gabinete da presidência dos Correios Adeilson Telles, cumprindo-se as ordens do Juiz Marcelo Bretas, responsável pela Operação Lava Jato, no Rio.
        As investigações apontaram que o investidor Arthur Machado, utilizou o esquema de geração de dinheiro em espécie dos doleiros Vinicius Claret e Cláudio Barbosa. Ambos são acusados de terem operado também para a Odebrecht e para os irmãos Renato e Marcelo Chebar, doleiros exclusivos do ex-governador Sérgio Cabral (MDB). A propina distribuída por Machado teve como destinatário Adeilson Telles, chefe de gabinete do ex-presidente dos Correios Wagner Ribeiro, que recebeu cerca de R$ 1 milhão e Marcelo Sereno, R$ 900 mil, segundo apontaram os investigadores.

        Gilmar Mendes, o “Libertador-geral” e sua canetada bondosa

        Eis que mais uma vez entra em cena, o “bondoso” juiz. Gilmar Mendes concede então liberdade a Marcelo Sereno, Adeilson Telles, Ricardo Rodrigues e Carlos Alberto Valadares, beneficiados pela extensão de Habeas Corpus de Milton Lyra.
        Os beneficiados pela decisão de Gilmar Mendes são acusados de pertencer a uma suposta organização criminosa de lavagem de dinheiro. Em todas as decisões, Gilmar Mendes justificou que os fatos datavam de 2013 e 2014, muito tempo antes das prisões preventivas serem decretadas. Assim, as detenções não seriam mais necessárias, em seu entendimento.

        Então, roubar e lavar dinheiro teria um “prazo de validade”?
        O que dizer para os funcionários das empresas publicas, que durante anos, contavam com seus fundos de pensões para suas aposentadorias, ao se depararem com os caixas vazios?
        "Atualmente, muitas pessoas buscam investir em um fundo complementar de aposentadoria a fim de garantir uma velhice digna, com uma aposentadoria satisfatória. Contudo, os desvios de numerário dos fundos de pensão geram um déficit nas contas do fundo, o que obriga aos trabalhadores a realizarem contribuições extraordinárias para cobrir o rombo”, alegou o Juiz Bretas.

        Na avaliação de Bretas, os alvos da Operação Rizoma compõem uma ‘organização criminosa bem estruturada’, que seria liderada pelo ex-governador Sergio Cabral (MDB/RJ), já condenado a 100 anos de prisão.
        “Entendo que casos de corrupção e delitos relacionados não podem ser tratados como crimes menores, pois a gravidade de ilícitos penais não deve ser medida apenas sob o enfoque da violência física imediata

    ”, argumenta Bretas. “Reafirmo que os casos que envolvem corrupção de agentes públicos têm enorme potencial para atingir, com severidade, um número infinitamente maior de pessoas

    ”, complementa. O juiz federal anota, ainda, que "basta considerar que os recursos públicos que são desviados por práticas corruptas deixam de ser utilizados em serviços públicos essenciais, como saúde e segurança públicas e, no caso específico, valores de titularidade dos trabalhadores". Ele se reporta ao caos que envolve o Rio. “A gravíssima crise financeira por que passam o Estado do Rio de Janeiro e o Município do Rio de Janeiro, dentre outras Unidades da Federação, é exemplo eloquente desse mal”.     A Impunidade está prevalecendo?
        Para a tristeza geral da nação, não há um dia sequer sem que um novo escândalo de corrupção ou o desdobramento de um antigo, rasgue o cotidiano. O Brasil tem conserto, mas precisamos de uma mudança urgente, a começar pelo nosso Judiciario. O problema no Brasil é o próprio sistema de justiça, a forma como as leis são aplicadas e interpretadas conforme o acusado.

        A corrupção e a impunidade são como monstros, que devem ser combatidos por uma sociedade forte e bem estruturada.

    Nota de rodapé:
         Atualização da matéria às 9h48

        A Central de Imprensa Sátira se dá o direito de adequar seus textos quando bem convier, porém, em respeito aos leitores, sempre manterá o artigo original sem alterações para eventuais pesquisas. (Alex Diferolli)
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