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  • Saiba porque Jair Bolsonaro orientou votar sim na PEC do Orçamento

        A estratégia de Bolsonaro

        O Governo orientou e, com poucas exceções, o PSL votou sim, - o NOVO liberou a bancada - todos os outros indicaram voto SIM, e aprovaram o orçamento impositivo pra emendas parlamentares de bancadas estaduais. O que a mídia diz ter sido mais uma derrota Bolsonaro, na verdade foi uma vitória, pois Bolsonaro sempre disse ser a favor das emendas serem impositivas.
        Bolsonaro demonstrou o que é a verdadeira articulação, evitando o toma lá dá cá, e permitindo que os Deputados e Senadores consigam obras em seus estados e pras suas bases sem ter que precisar de conchavos ou barganhar com o executivo.

        Agora a PEC vai tramitar no Senado, e provavelmente passará lá também. Acolumbre Alcolumbre se comprometeu a votar a proposta "o mais rápido possível". Para que esta PEC ter tido tanto apoio na Câmara e entre todas as bancadas é porque é algo incontroverso no congresso. PEC não pode ser vetada pelo Presidente, então quando o Senado aprovar (deverá passar por 2 turnos) será sancionada automaticamente.
        “Essa PEC reafirma a independência da Câmara. É um gesto importante do governo querer sinalizar pelo fortalecimento do Parlamento. Acho que é um momento histórico.” (Rodrigo Maia)

        A PEC é boa então?

        Está claro que anti-Governo ela não é, pois o Governo foi a favor, e também não foi algo tão obviamente absurdo, porque mesmo dos deputados mais responsáveis fiscalmente só uma minoria votou contra a proposta (apenas seis deputados), entre eles a líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann (PSL-SP), a deputada Bia Kicis (PLS-DF) e o deputado Luiz Philippe de Orléans e Bragança (PSL-RJ), todos do partido do presidente.
        Em uma hora, os deputados aprovaram a medida em dois turnos, com ampla maioria. Para poder aprovar de uma vez a medida, os parlamentares aprovaram um requerimento de quebra de interstício, que permite que o parlamento pule o intervalo regimental de cinco sessões, necessários para se aprovar uma PEC. Com a aprovação da Câmara, o texto segue para o Senado.

        A inclusão da medida na pauta do dia foi definida em reunião realizada no início da tarde na Câmara, logo após a divulgação de que o ministro da Economia, Paulo Guedes, não iria comparecer a uma reunião na Comissão de Constituição, Cidadania e Justiça (CCJ) devido ainda não terem definido relator da Reforma da Previdência em que, conforme tweet do Ministério da Economia, "a ida do ministro da Economia à CCJ será mais produtiva a partir da definição do relator".
        O Orçamento de 2019 prevê R$ 1,434 trilhões de despesas primárias. Deste total, 90,4% são despesas obrigatórias, e 9,6%, despesas não obrigatórias. Ao todo, estão previstos R$ 45 bilhões para o custeio da máquina pública.

        Discurso de Bolsonaro sobre orçamento impositivo

    "Minha proposta maior era a questão do orçamento impositivo por ocasião das emendas individuais. Já vimos nos jornais de hoje que o Governo Dilma ameaça o Congresso. Caso os Deputados antigos, em especial os que têm emendas aprovadas no Orçamento, que deve ser sancionado hoje, não votem de acordo com a intenção do Governo, essas emendas serão contingenciadas, ou seja, não serão liberadas. As emendas individuais - tenho uma proposta de emenda à Constituição que está na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, que espero ver tramitar no corrente ano - são a maneira de restabelecer a nossa independência. Caso contrário, vamos continuar, como em governos anteriores, reféns do Executivo. Ou seja, num Parlamento que não tem identidade e cada Parlamentar é obrigado a fazer um jogo, jogar uma moedinha para cima para ver se vota com o Governo, para ter suas emendas liberadas, ou se não vota, o que vai dificultar, e muito, a reeleição dele lá na frente.e." (Jair Bolsonaro em discurso na Câmara dos Deputados em 09 de Fevereiro de 2011)

    Link do discurso: Clique aqui

    Nota de rodapé:
         Atualização da matéria, 27 de Mar às 3h13.

        A Central de Imprensa Sátira se dá o direito de adequar seus textos quando bem convier, porém, em respeito aos leitores, sempre manterá o artigo original sem alterações para eventuais pesquisas. (Alex Diferolli)

    "Daqui em diante nem tudo é realidade"

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