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  • Atentado terrorista no Sri Lanka
    Número de mortos passa dos 200

        O atentado terrorista

        Uma série de explosões coordenadas abalou igrejas e hotéis no Sri Lanka, matando mais de 200 pessoas no domingo de Páscoa na ilha do sul da Ásia.

        Mais de 400 pessoas ficaram feridas no pior ataque desde o fim da guerra civil, há 10 anos.

        Pelo menos 75 fiéis morreram em ataques à igreja católica de São Sebastião em Katuwapitiya, norte da capital Colombo, e de uma igreja evangélica em Batticaloa, na Província Oriental, informou a Reuters.
        As explosões atingiram quatro hotéis, incluindo o Shangri-La, o Kingsbury e o Cinnamon Grand, em Colombo. Pelo menos 35 estrangeiros estão entre os mortos.     Até o momento não houve reivindicação de nenhum grupo extremista (terrorista) pelos ataques. Sri Lanka esteve em guerra por décadas com os separatistas tâmeis até 2009, durante o qual explosões de bomba na capital eram comuns.

        Últimas atualizações

        Dois grupos muçulmanos no Sri Lanka condenaram os ataques. O Conselho Muçulmano do Sri Lanka disse que lamenta a perda de pessoas inocentes nas explosões de elementos violentos que buscam dividir grupos religiosos e étnicos.
        O "All Ceilão Jammiyyathul Ulama", um grupo de estudiosos muçulmanos, disse que a escolha para ataque a lugares cristãos de culto não pode ser aceito.

        Os muçulmanos representam cerca de 10% da população do Sri Lanka, de 23 milhões.     Nacionalidades de 11 estrangeiros mortos verificados

        As nacionalidades de 11 estrangeiros mortos no domingo de Páscoa foram cofirmadas, disse o Ministério das Relações Exteriores do Sri Lanka, mas acredita-se que mais de 40 estrangeiros possam estar entre as vítimas.

        Entre eles estão três índios, um português, dois turcos, três britânicos e dois de nacionalidade britânica e norte-americana. Nove estrangeiros foram dados como desaparecidos, acrescentou o comunicado.

        Famílias identificam cadáveres

        Membros da família das vítimas tiveram a chance de identificar os corpos de seus entes queridos, onde os sacos de cadáveres estavam alinhados do lado de fora do St. Anthony's Shrine, em Colombo, no domingo.     "Havia cenas absolutamente dolorosas", disse Minelle Fernández, da Al Jazeera, falando da igreja. "Centenas de pessoas estavam lamentando e gritando, enquanto as famílias que estavam procurando por entes queridos perdidos puderam ver as fatalidades desta igreja."

        "Muitas das pessoas ainda não sabem onde estão seus entes queridos", acrescentou.

        Reino Unido diz que cidadãos foram mortos em atentados

        O alto comissário britânico no Sri Lanka disse que o governo do Reino Unido entende que "alguns cidadãos britânicos foram mortos nas explosões", mas ainda é cedo para dizer quantos podem ter sido afetados.

        James Dauris pediu aos britânicos para entrar em contato com os membros da família para que eles saibam que estão seguros.

        Outros estrangeiros mortos no ataque

        Dois cidadãos turcos estavam entre os mortos no ataque, segundo a mídia estatal turca Anadolu.
        Os turcos eram engenheiros que trabalhavam em um projeto no Sri Lanka, relatou Anadolu.

        Um chinês também morreu durante os ataques, informou o jornal estatal chinês People's Daily.
        Mais cedo, a agência de notícias estatal Xinhua disse que quatro cidadãos chineses ficaram feridos, mas estavam em condição estável no hospital.

        Suspeitos presos

        O ministro da Defesa disse que sete suspeitos ligados às explosões foram presos, enquanto a segurança foi reforçada no aeroporto internacional do Sri Lanka.

        Reunião de emergência

        O primeiro-ministro Ranil Wickremesinghe convocou as principais autoridades militares do Sri Lanka em uma reunião de emergência do Conselho Nacional de Segurança após as explosões. Ele também pediu uma convocação de emergência do parlamento do país na segunda-feira.

        Número de mortes pode subir

        O médico Anil Jasinghe, diretor-geral de serviços de saúde do Ministério da Saúde, disse à Al Jazeera que 185 pessoas morreram nos ataques (número de mortos já passa dos 200). O governo ainda precisa confirmar o novo número de mortos. As explosões feriram mais de 400 pessoas.

        Sri Lanka impõe proibição temporária de redes sociais

        O governo do Sri Lanka afirmou que imporá uma proibição "temporária" às redess sociais após as explosões. As redes sociais e os aplicativos de mensagens, incluindo o Facebook e o WhatsApp, foram bloqueados.

        "O governo decidiu bloquear todas as plataformas de mídia social para evitar que informações erradas e incorretas sejam divulgadas. Esta é apenas uma medida temporária", disse Udaya R. Seneviratne, secretário do presidente em um comunicado.

        Toque de recolher em todo o país

        O governo do Sri Lanka impôs um toque de recolher em todo o país no domingo que a polícia disse que entraria em vigor imediatamente e duraria "até novo aviso", por consequência dos ataques que foram coordenados.

        O Ministério da Defesa do Sri Lanka disse inicialmente que o toque de recolher seria imposto durante a madrugada, mas a polícia subseqüentemente disse que entraria em vigor imediatamente.

        Papa condena ataques de Páscoa

        O papa Francisco condenou no domingo ataques que mataram pelo menos 156 pessoas em três igrejas e quatro hotéis no Sri Lanka como "violência tão cruel" e disseram que ele estava solidário com a comunidade cristã, vítima do ataque terrorista durante a celebração da Páscoa.

        Oitava explosão foi bomba suicida

        A oitava explosão do ataque coordenado no Sri Lanka deste domingo foi realizada por um homem-bomba e matou três policiais, disse uma fonte policial à agência de notícias AFP.

        A fonte, falando sob condição de anonimato, disse que o suicida detonou seus explosivos quando a polícia entrou em uma casa em um subúrbio ao norte da capital Colombo para realizar uma busca. O andar de cima da casa desmoronou na explosão, matando os policiais

        O primeiro-ministro do Sri Lanka, Ranil Wickremesinghe, condenou os ataques dizendo que é "uma tentativa de tornar o país e sua economia instáveis".     "Em nome do governo, gostaria de oferecer minhas mais profundas condolências às pessoas feridas e às relações do falecido conseqüente aos recentes ataques ocorridos nesta manhã", disse o comunicado.

        "Eu condeno esses ataques que visaram lugares religiosos e alguns hotéis. Todos nós devemos nos juntar para proteger a lei e a ordem. Eu já instruí o Secretário / Defesa, os Comandantes das Três Forças e o Inspetor Geral de Polícia a tomarem medidas rigorosas para garantir a lei e ordem no país", disse.

    Nota de rodapé:
        FONTE: Al Jazeera e agências de notícias Reuters

         (Atualização da matéria 21 de Abr de 2019 às 14h15)

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